segunda-feira, 4 de maio de 2020

O Gigante Enterrado, de Kazuo Ishiguro

Desde que a vida foi acontecendo pra mim (a maternidade, despedidas e dificuldades) fui me tornando mais sensível para alguns conteúdos. Filmes de suspense e terror que antes eram divertidos, agora me tiram o sono por completo. Notícias que aparentemente estão distantes da minha realidade me fazem sentir medo e angústia como se a protagonista fosse eu. Encarar, seja onde for, meus medos reais está cada vez mais difícil.

O Gigante Enterrado, de Kazuo Ishiguro

Desde que a vida foi acontecendo pra mim (a maternidade, despedidas e dificuldades) fui me tornando mais sensível para alguns conteúdos. Filmes de suspense e terror que antes eram divertidos, agora me tiram o sono por completo. Notícias que aparentemente estão distantes da minha realidade me fazem sentir medo e angústia como se a protagonista fosse eu. Encarar, seja onde for, meus medos reais está cada vez mais difícil. E se alguém me indica um livro que fala sobre envelhecer e morrer, sobre despedida e esquecimento, eu pondero. Eu analiso se estou num bom momento pra ler. Eu resisto. 

Talvez esse seja o grande trunfo de “O Gigante Enterrado”. Ele diz, sem dizer. A cutucada está fantasiada. Você embarca na leitura por um mundo irreal e navega de forma suave pela história de faz de conta. A metáfora, entretanto, aborda de forma poética alguns dos maiores medos de todos nós: o amor, a guerra, a memória, o envelhecer e morrer. “O Gigante Enterrado” é um livro dolorido, triste, mas necessário. 

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domingo, 3 de maio de 2020

Os 10 melhores filmes disponíveis no Amazon Prime Video

O serviço de streaming Prime Video, pertencente à empresa de comércio eletrônico Amazon, possui boas opções de filmes em seu catálogo. A Revista Bula analisou o acervo do site e reuniu em uma lista os dez melhores títulos disponíveis para os usuários da plataforma. Todos os filmes selecionados receberam elogios da crítica especializada e dos espectadores.

Os 10 melhores filmes disponíveis no Amazon Prime Video

O Amazon Prime Video é o serviço de streaming da empresa de comércio eletrônico Amazon. Com catálogo próprio, oferece boas opções de filmes, séries e documentários mediante o pagamento de uma assinatura, que custa entre R$7,90 e R$14,90. A Revista Bula vasculhou o acervo da plataforma e reuniu em uma lista os dez melhores filmes que estão disponíveis para os usuários. Entre os destaques, estão o recente “Aladdin” (2019), de Guy Ritchie; e “One Child Nation” (2019), dirigido por Nanfu Wang e Jialing Zhang. O aplicativo pode ser acessado em computadores, tablets, smartphones e nos modelos mais atuais de Smart TV’s.

Imagens: Divulgação / Reprodução Amazon Prime Video

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Os 15 melhores filmes recentes para ver na Netflix em 2020

Além das obras-primas do cinema que figuram no catálogo da Netflix, existem ótimos filmes entre os recém-lançados, que com certeza serão chamados de “clássicos” no futuro. Para ajudar os cinéfilos, a Bula reuniu em uma lista as 15 melhores produções recentes disponíveis no serviço de streaming.

Os 15 melhores filmes recentes para ver na Netflix em 2020

Todos os meses, a Netflix adiciona obras-primas do cinema ao seu catálogo, fazendo a alegria dos cinéfilos. Mas, entre as novidades também existem longas muito elogiados pela crítica especializada, que com certeza se tornarão clássicos no futuro. Para ajudar os espectadores, a Bula reuniu em uma lista as 15 melhores produções recentes da Netflix, com destaque para “História de um Casamento” (2019), de Noah Baumbach; “Joias Brutas” (2020), de Benny e Josh Safdie; e “A Trincheira Infinita” (2020), dirigido por Jon Garaño, José María Goenaga e outros. Os títulos estão organizados de acordo com o ano de lançamento.

Imagens: Divulgação / Reprodução Netflix

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As 10 melhores séries para ver na Netflix em 2020

Nos últimos anos, a produção de séries cresceu exponencialmente. Alguns especialistas acreditam que o excesso de lançamentos prejudica a indústria, mas é possível ver as coisas por outro ângulo: quanto mais opões, maiores as possibilidades de se encontrar joias entre elas. Para os espectadores que desejam assistir apenas boas séries em 2020, a Revista Bula elaborou uma lista com dez ótimas dicas.

As 10 melhores séries para ver na Netflix em 2020

Segundo os especialistas em entretenimento, graças à explosão das séries, estamos vivendo a terceira era de ouro da televisão. Muitos acreditam que a grande quantidade de novas produções lançadas mensalmente contribui para a queda da qualidade, mas é possível ver as coisas por outro ângulo: quanto mais opões, maiores as possibilidades de se encontrar joias entre elas. Para os espectadores que desejam assistir apenas boas séries em 2020, a Revista Bula elaborou uma lista com dez opções elogiadas pela crítica e pelo público. Entre as selecionadas, estão “Chamas do Destino” (2019), de Alexandre Laurent; e “Pose” (2018), dirigida por Brad Falchuk e Ryan Murphy. Os títulos estão organizados de acordo com o ano de lançamento.

Imagens: Divulgação / Reprodução Netflix

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Sobre uma pandemia e a humanidade que nos restou

Fiquei meses sem escrever para a Bula. Já tinha escrito sobre relacionamentos amorosos, família, maternidade, liberdade, cães e gatos, amizade e todo tipo de sensação…

Sobre uma pandemia e a humanidade que nos restou

Fiquei meses sem escrever para a Bula. Já tinha escrito sobre relacionamentos amorosos, família, maternidade, liberdade, cães e gatos, amizade e todo tipo de sensação que me afligia; porém, as palavras sumiram. Parecia que o assunto estava esgotado; a inspiração, evaporado. Então, um dia, apareceu uma pandemia que embaralhou meus sentimentos e me jogou contra a parede da realidade: ou você escreve, ou você sufoca.

Escrever é terapêutico. Palavras abrem caminhos e acedem luzes. O distanciamento social tem inundado minha cabeça de ideias. Tento organizá-las. Deixo-as entrar. Podem vir, me guiem. Me levem às lembranças do passado e dos dias anteriores — e olha que alguns dias nem estão tão distantes assim.

Escrevo em minha memória aqueles dias recheados de risadas, com o tilintar das taças e o cheiro do pão vindo da cozinha. Lembro daqueles dias com as crianças correndo pela casa enquanto os adultos comemoravam algum acontecimento. Dos dias em que as vozes se confundiam ao quererem falar todas ao mesmo tempo. As palavras que escrevo acabam de me levar àquele passeio por Goiás Velho, em que batíamos às portas das casas para comprar pasteizinhos de Belém.

Falando em escrever, enviei meu texto anterior (aquele sobre esperança) para um grupo de amigas da época da residência de endocrinologia. Disse que queria compartilhar aquele sentimento por perceber que muitas delas, por meio de seus desabafos escritos no nosso Whatsapp, estavam se sentindo como eu, perdidas na pandemia. E, para aquecer meu coração, recebi de volta: “Sinta meu abraço virtual. Aquele bem grande! Abraço de amiga! Aquele mesmo que não espera nada em troca. Que mata a saudade! Que compartilha da dor. Aquele abraço que quer proteger mesmo. Um beijo bem grandão assim olha rsrsrs para você”.

A tecnologia tornou possível amenizar a ausência, e ela nunca foi tão importante como nesse momento em que estamos vivendo. Telemedicina; home office; aulas, missas e cultos online; compras virtuais; lives. Tudo isso e muito mais, de um jeito urgente (algumas vezes, desajeitado) invadiram as nossas vidas. Estamos conectados virtualmente como nunca estivemos antes. 

Mas, e depois da pandemia, como será a influência da vida virtual em nossas rotinas? Espero que saibamos diferenciar o que é necessário do que é desejável. Eu preciso da tecnologia, mas prefiro as pessoas. Tenho pensado muito nisso: adoro receber os vídeos dos meus sobrinhos fazendo bagunça ou cantando a música que acabaram de aprender, mas não vejo a hora de pegá-los no colo e enchê-los de beijos!

Termino essa crônica tentando deixar registrada a minha saudade. Mas, também, quero que ela me lembre, lá na frente, de todas as pessoas que desejo reencontrar. Porque amigos não deveriam ficar muito tempo sem viajar juntos. Irmãos não deveriam estar tão longe uns dos outros. Nem pais e filhos, ou avós e netos.

Um dia, apareceu uma pandemia que embaralhou meus sentimentos. Não tenho mais certeza de muita coisa. Prefiro pensar que essa loucura veio para dar um novo sentido às nossas vidas, ensinando-nos a reconhecer a humanidade que nos resta. Por isso, depois que tudo passar, façamos mais do que o uso escrito das palavras em sites, blogs e aplicativos. Vamos torná-las reais, como aquele “abraço que quer proteger e o beijo bem grandão” que recebi virtualmente. Quero sentir toda ternura na minha pele, e não somente imaginá-la.

Fotografia: Mohamed Hassan

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