segunda-feira, 2 de março de 2020

Os 50 melhores livros da história da literatura

Os 50 melhores livros da história da literatura

Para se chegar ao resultado fizemos uma compilação de listas publicadas por jornais, revistas e sites especializados em listas, mercado editorial e livros. O objetivo da pesquisa era identificar, baseado nestas listas, quais eram os melhores livros da história da literatura. Algumas das listas pesquisadas incluíam apenas romances, outras — livros não ficcionais. Algumas traziam apenas obras do século 20, outras — obras seminais, formadoras da cultural ocidental. Após a seleção das listas, criamos uma base de dados para que todos os livros fossem pontuados igualmente independentemente do gênero ou período em que foi escrito.

Obviamente que listas são sempre incompletas, idiossincráticas. Sabe-se que, como a percepção, a opinião — que é a base de todas as listas —, é algo individual. De qualquer forma, os livros selecionados, se não são unanimidades entre as publicações pesquisadas (e possivelmente não serão entre os leitores), são referências incontestes da grandeza e importância da literatura para a humanidade.

O resultado não pretende ser abrangente ou definitivo, antes é apenas um reflexo da paixão de leitores e críticos que ajudaram a construir, com suas opiniões, um vasto guia literário que percorre mais de 2 mil anos de história. As sinopses são das respectivas editoras.

11 — Crime e Castigo, Fiódor Dostoiévski, 1866
12 — Orgulho e Preconceito, Jane Austen, 1813
13 — Anna Kariênina, Liev Tolstói, 1877
14 — Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa, 1956
15 — O Leopardo, Tomaso di Lampedusa, 1958
16 — Édipo Rei, Sófocles, 427 a.c.
17 — 1984, George Orwell, 1949
18 — O Castelo, Franz Kafka, 1926
19 — As Asas da Pomba, Henry James, 1902
20 — Ilíada e Odisseia, Homero, século 8 a.c.
21 — A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, Laurence Sterne, 1759
22 — Doutor Fausto, Thomas Mann, 1947
23 — Lolita, Vladímir Nabókov, 1955
24 — Enquanto Agonizo, William Faulkner, 1930
25 — A Morte de Virgílio, Hermann Broch, 1945
26 — Os Lusíadas, Luís de Camões, 1572
27 — O Homem Invisível, Ralph Ellison, 1952
28 — Hamlet, William Shakespeare, 1603
29 — Finnegans Wake, James Joyce, 1939
30 — Rumo ao Farol, Virginia Woolf, 1927
31 — Pedro Páramo, Juan Rulfo, 1955
32 — As Três Irmãs, Anton Tchekhov, 1901
33 — Pais e Filhos, de Ivan Turguêniev, 1862
34 — Contos da Cantuária, Geoffrey Chaucer, século 15
35 — As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift, 1726
36 — Folhas de Relva, Walt Whitman, 1855
37 — Middlemarch, George Eliot, 1874
38 — O Apanhador no Campo de Centeio, J. D. Salinger, 1951
39 — O Lobo da Estepe, Herman Hesse, 1927
40 — O Grande Gatsby, Scott Fitzgerald, 1925
41 — A Peste, Albert Camus, 1947
42 — O Mestre e Margarida, Mikhail Bulgákov, 1940
43 — As Vinhas da Ira, John Steinbeck, 1939
44 — Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar, 1951
45 — Paralelo 42, John dos Passos, 1930
46 — Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley, 1932
47 — O Jogo da Amarelinha, Julio Cortázar, 1963
48 — A Náusea, Jean-Paul Sartre, 1938
49 — A Invenção de Morel, Adolfo Bioy Casares, 1940
50 — Memorial do Convento, José Saramago, 1982

Os 50 melhores livros da história da literatura publicado primeiro em https://www.revistabula.com



8 Produtos essenciais para cuidar da sua barba

Produtos essenciais para Cuidar da barbaReunimos uma seleção de produtos para manter e cuidar da sua barba, deixando-a bonita e saudável todo o dia, o tempo todo. Conheça eles!

continue lendo em 8 Produtos essenciais para cuidar da sua barba

8 Produtos essenciais para cuidar da sua barba publicado primeiro em https://manualdohomemmoderno.com.br



83 Lições para viver melhor consigo mesmo e com o mundo ao redor

83 Lições para viver melhor consigo mesmo e com o mundo ao redor 4O mestre espiritual George Ivanovich Gurdjieff dá dicas de como viver livremente

continue lendo em 83 Lições para viver melhor consigo mesmo e com o mundo ao redor

83 Lições para viver melhor consigo mesmo e com o mundo ao redor publicado primeiro em https://manualdohomemmoderno.com.br



domingo, 1 de março de 2020

Minha Luta, de Adolf Hitler — o livro mais odiado do mundo

Minha Luta, de Adolf Hitler — o livro mais odiado do mundo

Deparei
com o calhamaço de “Minha Luta” por mero acaso. Eu garimpava livros num sebo. Caiu-me
às mãos. Era proibido demais para ser verdade. Não resisti à tentação de abiscoitá-lo.
Nas minhas contas, ainda era um título maldito, de comercialização proibida em
todo território nacional, provavelmente, a obra literária mais odiada de todos
os tempos. A edição luxuosa, em capa dura, continha mais de 500 páginas de doutrinação
pré-nazista e foi, para mim, uma leitura das mais desafiadoras. No fundo, eu
tinha medo de me enfeitiçar, de enlouquecer ou de ficar malvado. Que nada. Continuo
o pacifista covarde de sempre. Saí da leitura mais livre do que quando entrei.

A
obra foi escrita por Adolf Hitler nos anos 1920, enquanto ele puxava meses de cadeia
por conta de uma tentativa de rebelião. No conteúdo da brochura constavam
registrados os fundamentos primordiais do que viria a ser o nazismo, sob a ótica
do seu mentor. Eu jamais poderia imaginar que Hitler escrevesse tão bem, do
ponto de vista técnico, obviamente. Como acontece com a maioria dos tiranos, era
um homem culto, carismático, metódico, determinado, um craque da oratória que
ganhava as plateias extrapolando em misancenes bizarros. O seu poder de convencimento
era surpreendente e as suas ideias grudavam feito chiclete nos ouvidos e nos corações
partidos do povo alemão, que vivia os graves perrengues do pós-guerra.

É
impressionante notar como as suas teorias prosperaram entre o povo alemão, avançando
rapidamente que nem fogo morro acima, que nem enxurrada morro abaixo, que nem tirano
quando quer dar um jeito de conquistar o mundo. Pode-se dizer que o líder alemão,
nascido na Áustria, tinha realizado um trabalho de formiguinha, iniciando por
difundir o projeto antissemita a partir da estaca zero, convencendo,
primeiramente, as pessoas mais próximas, do seu convívio diário, até atingir as
multidões, as turbas numerosas, empolgadas, ensandecidas, hipnotizadas, esperançosas,
que lotavam bares, praças e espaços públicos cada vez maiores. O cenário da época
constituía o ambiente ideal para a proliferação de projetos mirabolantes,
aparentemente altruístas para a nação, que tirariam o país da merda em que se
encontrava. Crescia um intrincado e bem arquitetado projeto de disseminação dos
ideais ultranacionalistas. O livro era uma espécie de manual pela causa. Elevava-se
a moral do povo sofrido, quebrado, por meio dos discursos de luta, das
promessas de vingança, de redenção moral e econômica de um país humilhado e arrasado
ao final da Primeira Guerra Mundial.

Confesso
que eu me senti apreensivo durante a leitura de “Minha Luta”. Sempre me fascinou
a figura escatológica, caricata e obtusa de Adolf Hitler. Os discursos
eloquentes proferidos para multidões de seguidores sedentos de justiça eram
medonhos. Juntava-se a fome com a vontade de comer. O momento histórico pelo
qual passava a Alemanha fazia com que o projeto de Hitler prosperasse. Como se
fora um coach a serviço do mal, ele vociferava com propriedade, convencia,
capturava almas para a grande revanche contra o resto do mundo.

No
início, quem pagou o pato pelo malfadado projeto nazista foram os judeus que
viviam na Alemanha, inúmeras vezes citados no livro como “A pior praga que já infectou
o planeta”. Nas contas de Hitler, eram também considerados inimigos do povo alemão
“puro-sangue”: os gays, os comunistas, os índios, os negros, as testemunhas de
Jeová, os mentecaptos e os portadores de necessidades especiais, por ele rotulados
como “seres aleijados, inválidos, improdutivos e sem futuro”. Não me recordo de
ter lido qualquer referência degradante em relação aos povos latino-americanos.
Contudo, parece líquido e certo suspeitar que o Brasil, mais cedo ou mais
tarde, por causa da preponderante miscigenação de “raças inferiores” — sob a
lente nazista — fatalmente entraria para a “lista negra” do abilolado líder
alemão, o qual cria piamente na superioridade inata dos arianos em relação aos demais
povos.

Concluo, por fim, que “Minha Luta” é mesmo dose para leão. Não ao ponto de concordar com a sua proibição, por quem quer que seja. Ao contrário, acredito que a leitura criteriosa do texto, atentando-se para contextualizar os ensinamentos ali defendidos com a época em que foram escritos, servirá como aprendizado, como um alerta para que nunca mais se repitam atrocidades como aquelas perpetradas pelo projeto nazista em prol de um mundo mais branco, mais alto, mais forte e de olhinhos azuis.

Imagem: United Artists / IMDb

Minha Luta, de Adolf Hitler — o livro mais odiado do mundo publicado primeiro em https://www.revistabula.com



Os 10 melhores filmes que estreiam em março na Netflix

Os 10 melhores filmes que estreiam em março na Netflix

Em março, a Netflix renova mais uma vez o seu catálogo, excluindo alguns títulos e adicionando muitos outros. Entre filmes, séries e especiais, mais de 50 novidades chegam no serviço de streaming ao longo do mês. E, para ajudar os espectadores que não gostam de perder tempo analisando todas as opções, a Bula reuniu em uma lista os dez melhores filmes que estrearão em março. Entre os selecionados, destacam-se o suspense “Lost Girls — Os Crimes de Long Island” (2020), de Liz Garbus; e o drama brasileiro “Como Nossos Pais” (2017), dirigido por Laís Bodanzky. Os longas estão organizados de acordo com o ano de lançamento.

Imagens: Divulgação / Reprodução Netflix

Os 10 melhores filmes que estreiam em março na Netflix publicado primeiro em https://www.revistabula.com