domingo, 29 de dezembro de 2019

10 comédias românticas que não insultam a sua inteligência para ver na Netflix

10 comédias românticas que não insultam a sua inteligência para ver na Netflix

Na maioria das vezes, as produções de comédias românticas seguem uma fórmula previsível e acabam sendo subestimadas pelos cinéfilos. Mas, os filmes despretensiosos também têm seu valor e, com um bom elenco e roteiro, podem agradar até aqueles que não gostam de romance. A Revista Bula analisou o catálogo na Netflix e reuniu em uma lista dez ótimas comédias românticas que possuem histórias inteligentes e divertidas, além de terem recebido elogios da crítica especializada em cinema. Entre os destaques, estão “Barakah com Barakah” (2017), de Mahmoud Sabbagh; e “Três Vezes Amor” (2008), dirigido por Adam Brooks.Os títulos estão organizados de acordo com o ano de lançamento.

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sábado, 28 de dezembro de 2019

Réquiem dos homens tristes que trabalham para as fábricas de armas

Réquiem dos homens tristes que trabalham para as fábricas de armas

Meu velho pensou que morreria aos 40. É um sobrevivente das doenças infectocontagiosas, das moléstias degenerativas, dos acidentes previsíveis e dos imprevisíveis também; em particular, safou-se do próprio pessimismo ao longo de 80 anos de desfrutes e de perrengues. Ele achou que repetiria o enredo do seu pai que foi encontrado morto dentro da cabina de um Fenemê, muito antes de eu nascer. Foi parido ainda de vez, aos sete meses de barrigada, numa noite atroz com tempestade de raios, sob luz dançante de lamparina, dentro de um casebre de sapé infestado de sombras e de barbeiros. Fazia medo nascer daquele jeito. Passado o risco de morte iminente durante a desova-de-pobre, aplicaram-lhe emplastro de picumã no umbigo novato e feio. Apesar disso, escapou ileso do Mal dos Sete Dias. A necessidade fez o sapo pular: pegou com facilidade as chupetas escalavradas dos peitos muxibentos de uma mulher sem calçados que guardava enormes predicados. Sugou daquela fonte láctea durante quatro anos cravados, quando então foi escoiceado com jeito das tetas maternas, como fazem as vacas aos seus bezerrinhos. Padeceu dezenas de pragas infantis, muitas delas de risco letal, que criavam febre, perebas e dúvidas de fé. Resistiu à picada de escorpião e aos insultos carnais dos espinhos de macaúba. Escapou do abraço de uma sucuri engolidora de novilhos e das mandíbulas rascantes dos porcos-do-mato. Sob os auspícios da sábia mãe analfabeta, largou de capinar lavouras e se enfurnou na escola. Conheceu os livros, os perigos do saber. Recuperou-se de um atentado à navalha enquanto se barbeava para aprender a namorar com as quengas. Desatou um choque anafilático surgido após o ataque covarde de uma chuva de abelhas africanas que ferroam, indistintamente, homens e mulheres de todos os continentes. Fumou king sizes. Sobreviveu à boemia. Curou-se de uma tosse tísica. Teimou com a física das coisas ao tombar um trator na encosta de um morro. “De acidente, eu não morro”, repetia para si, em fenômenos de autoajuda, enquanto gatinhava como um soldado ferido até a sede da fazenda, contando um total de sete costelas moídas e um dos pulmões com o fole rasgado pela lasca de um osso. Ele, que me ensinou desde os primórdios que homens não choram, chorou que nem menina, que nem qualquer ser humano choraria ao ter os canudos urinários entupidos por pedras semipreciosas feitas de sal e sede. Cada um dói à sua maneira, mas, dói. Foi jurado de morte, mas, nunca lhe fizeram esse favor. Ria-se das tão-humanas misérias pessoais. Escapuliu de se afogar com mágoas-e-tudo dentro de um tonel de Cuspe. Recusou emprego estável numa fábrica de armas. Passou em concurso público. Trabalhou durante décadas num banco estatal contando dinheiro dos outros. Aposentaram-no por invalidez. Validou aquela velha premissa de que deveria ter amado mais. Teve a próstata arrancada pelos alicates adestrados de um cirurgião ventríloquo. Capotou Kombi na reta. Aplacou uma insanidade inata que até hoje faz a maior falta. Agora, pinta quadros, toma comprimidos e conta histórias das quais todos se impressionam e riem, como se estivesse sendo contadas pela primeira vez.

Para o meu pai, com amor infindo.

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Os 10 livros que definiram a década, segundo o The Guardian

Os 10 livros que definiram a década, segundo o The Guardian

A crítica literária Alex Clark, do jornal britânico “The Guardian”, elencou dez livros que impactaram a última década, sendo um escolhido por cada ano, de 2010 a 2019.  A seleção começa com o livro “A Jogada do Século”, de Michael Lewis, que inspirou o filme “A Grande Aposta”, dirigido por Adam McKay; e termina com “Girl, Woman, Other”; que fez da autora Bernardine Evaristo a primeira mulher negra a ganhar o prêmio “The Booker Prize for Fiction”. Da economia ao protagonismo feminino, todos os livros elencados trouxeram temas emergentes, que guiarão discussões essenciais para a próxima década. A Bula reuniu as obras selecionadas por Clark em uma lista, juntamente com suas sinopses, que foram adaptadas das editoras.

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

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10 ótimas séries para ver esse fim de semana na Netflix

10 ótimas séries para ver esse fim de semana na Netflix

Entre produções adquiridas e originais, a Netflix lança dezenas de novas séries todos os meses. Para os fãs, fica difícil acompanhar as novidades e saber o que realmente vale a pena assistir. Com o intuito de ajudar os espectadores, a Bula reuniu em uma lista dez ótimos seriados que vão agradar os mais diferentes perfis. São boas opções para maratonar durante um fim de semana, por exemplo. A seleção conta com “The Witcher” (2019), de Lauren Schmidt Hissrich; uma das mais aguardadas do ano; e “Inacreditável” (2019), de Susannah Grant; produção aclamada pela crítica e indicada em três categorias do Globo de Ouro 2020. Os títulos estão organizados de acordo com o ano de lançamento.

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

10 ótimos filmes para ver esse fim de semana na Netflix

10 ótimos filmes para ver esse fim de semana na Netflix

Nada melhor que aproveitar o tempo livre descansando em casa e assistindo Netflix. Mas, com tantas opções no catálogo, pode ser difícil escolher um bom filme. Para ajudar na escolha, a Revista Bula reuniu em uma lista dez ótimos longas disponíveis no serviço de streaming. A seleção priorizou filmes de diferentes gêneros, mas que foram bem avaliados pela crítica e pelos usuários. Entre os destaques, estão a comédia “O Despertar de Motti” (2019), de Michael Steiner; e o drama indicado ao Globo de Ouro “Dois Papas” (2019), de Fernando Meirelles. Os títulos estão ordenados de acordo com o ano de lançamento e não seguem critérios classificatórios.

Bônus

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